Análise da Caxambu
A classificação abaixo considera a composição M1, correspondente à versão naturalmente gasosa apresentada pela MinasBev.
| Parâmetro | Classificação |
|---|---|
| Equilíbrio | Com gás |
| Virginalidade | Não classificada |
| Mineralidade | Baixa |
| Orientação | Não determinada |
| Dureza | Macia |
| Safra (Vintage) | Não informada |
| Carbonatação | Natural |
Composição físico-química
Os valores abaixo foram extraídos da tabela de características físico-químicas e químicas divulgada pela MinasBev para a água mineral Caxambu, considerando a composição M1, correspondente à versão naturalmente gasosa.
| Parâmetro | Valor |
|---|---|
| TDS (Sólidos Totais Dissolvidos) | 85,48 mg/L |
| Fator pH | 5,14 |
| Dureza | ≈ 37,2 mg/L |
| Nitrato | 0,26 mg/L |
| Cálcio | 11,605 mg/L |
| Magnésio | 1,986 mg/L |
| Sódio | 5,982 mg/L |
| Potássio | 7,45 mg/L |
| Sílica | Não informado |
| Bicarbonato | 70,81 mg/L |
| Sulfato | 0,88 mg/L |
| Cloreto | 0,67 mg/L |
Outros elementos identificados:
| Parâmetro | Valor |
|---|---|
| Lítio | 0,01 mg/L |
| Estrôncio | 0,446 mg/L |
| Fluoreto | 0,17 mg/L |
| Bário | 0,366 mg/L |
Observações: O TDS de 85,48 mg/L corresponde ao resíduo de evaporação a 180 °C divulgado pelo fabricante. O teor de gás carbônico informado é de 923,25 mg/L, característica que confirma a presença de carbonatação natural.
A dureza aproximada de 37,2 mg/L foi calculada a partir das concentrações de cálcio e magnésio, expressas como CaCO₃. Esse resultado caracteriza uma água macia.
O fabricante apresenta três composições físico-químicas distintas, identificadas como M1, M2 e M3. As duas primeiras apresentam gás carbônico, enquanto a terceira não apresenta gás carbônico detectável. Portanto, os valores desta ficha correspondem especificamente à composição M1.
A temperatura na fonte é de aproximadamente 24,8 °C, enquanto a condutividade elétrica a 25 °C é de 148,6 µS/cm. A radioatividade informada é de 37,51 unidades Mache.
Fonte dos dados: MinasBev – Caxambu.
Informações sobre a origem e o produtor
Fonte: M1 – naturalmente gasosa
País de origem: Brasil
Estado: Minas Gerais
Região: Circuito das Águas de Minas Gerais
Localidade: Caxambu
Formação geológica: Embasamento cristalino e formações geológicas associadas às águas minerais da região da Serra da Mantiqueira
Fundação: Não informada
Parque das Águas: Inaugurado em 1913
Empresa: MinasBev Bebidas do Brasil S/A
Concessionária: Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemge)
Endereço: Avenida Camilo Soares, 100, Centro, Caxambu – MG, CEP 37440-000
Website: minasbev.com.br
Telefone: +55 (35) 3341-7109
E-mail: [email protected]
Redes sociais: Instagram – @aguacaxambu
A água Caxambu é proveniente do tradicional Parque das Águas de Caxambu, localizado no sul de Minas Gerais. A região possui um conjunto de fontes minerais com características físico-químicas distintas, incluindo águas naturalmente gasosas e sem gás. Desde 2018, a MinasBev, em parceria com a Codemge, é responsável pela operação de envase e comercialização das marcas Caxambu e Cambuquira. MinasBev
História e características da água
A água mineral Caxambu tem origem no município de mesmo nome, localizado no sul de Minas Gerais, em uma região tradicionalmente conhecida pela riqueza de suas fontes minerais e pela história do termalismo brasileiro.
O Parque das Águas de Caxambu, inaugurado em 1913, representa um dos mais importantes patrimônios hidrominerais do Brasil. Seu conjunto de fontes apresenta uma diversidade de águas minerais, cada uma com características químicas particulares, resultado das diferentes condições geológicas e hidrogeológicas da região.
Uma das particularidades da Caxambu é a existência de fontes que produzem águas naturalmente gasosas e de uma fonte que fornece água sem gás. Essa característica permite à marca comercializar as duas versões, provenientes do mesmo complexo hidromineral.
As águas naturalmente gasosas apresentam dióxido de carbono dissolvido em sua composição, responsável pela efervescência característica. Esse gás também influencia diretamente o pH, conferindo às águas um perfil naturalmente ácido.
A composição M1 apresenta TDS de 85,48 mg/L, caracterizando uma água de baixa mineralização. Sua composição destaca-se pela presença de bicarbonatos, cálcio, magnésio e potássio, além de elementos-traço como lítio, estrôncio e bário.
O cálcio, presente na concentração de 11,605 mg/L, e o magnésio, com 1,986 mg/L, contribuem para uma dureza relativamente baixa. Essa característica proporciona uma água macia, com baixa concentração de minerais responsáveis pela dureza.
Outro aspecto interessante é sua concentração de gás carbônico, de aproximadamente 923,25 mg/L. A carbonatação natural proporciona efervescência moderada e participa da identidade sensorial da água, diferenciando-a de águas minerais sem gás e de produtos artificialmente gaseificados.
O fabricante também apresenta uma segunda composição naturalmente gasosa, identificada como M2, com TDS de 89,17 mg/L, pH de 5,15 e concentração de gás carbônico de 846,87 mg/L. Já a composição M3 corresponde à água sem gás, com TDS de apenas 31,46 mg/L e pH de 5,05.
Essa diversidade torna Caxambu particularmente interessante do ponto de vista da gastronomia e da cultura das águas minerais. A possibilidade de encontrar águas com e sem gás, provenientes do mesmo complexo hidromineral, permite explorar diferentes experiências sensoriais e possibilidades de harmonização.
A versão naturalmente gasosa pode acompanhar preparações gastronômicas que se beneficiam da efervescência e da sensação de frescor no paladar. Sua baixa mineralização também permite que não interfira excessivamente nas características gustativas dos alimentos.
A água Caxambu representa, portanto, um importante exemplo da diversidade hidrogeológica brasileira, reunindo tradição histórica, diferentes perfis minerais e fontes naturalmente gasosas e sem gás em um mesmo complexo hidromineral.
A safra (Vintage) da água Caxambu não é informada pelo fabricante. Embora a marca utilize a expressão comercial “A água mais antiga do mundo”, não há, na documentação consultada, uma datação específica que permita estabelecer com segurança o tempo de residência subterrânea da água.

